Thais Arruda – Ensaio Fotográfico Plus Size

“Do ensaio ao momento de escolher as fotos, eu chorei de verdade. Me emocionei.”

Sabe quando você passa a vida inteira escutando que está errada, que seu modelo de vida é errado? Pois é, foi assim que Thais Arruda, nossa musa de hoje, cresceu.
“Sempre fui gordinha e passei a vida escutando o famoso ‘você tem um rosto tão bonito’, como se não se ajustasse ao meu corpo”, conta Thais, lembrando que até mesmo o comentário de um pediatra sobre o corpo de uma criança pode ser prejudicial e traumatizante. Nossa diva conta que aos 10 anos passou por um episódio traumatizante, quando sua pediatra disse que ao entrar na adolescência ela emagreceria apenas porque começaria a se interessar por “namoradinhos”. “Hoje penso nesse tipo de comentário e vejo o quanto eles podem ser prejudiciais”, frisa.
“Lutei a vida toda contra a balança. Por muito tempo não conseguia me sentir pertencente ao meu corpo. Eu queria ser bonita¿ Não! Eu me achava bonita. O que eu queria é que os outros também achassem”, explica.
Thais conta que sempre teve amigas lindas, com os mais diferentes tipos de corpo. “Sempre admirei minhas amigas lindas, gordinhas, gordas, gostosas, pela maneira como se aceitavam, se colocavam e mostravam para o mundo. Sem preocupação sobre a percepção do outro. Somente se achavam lindas, afinal eram mesmo. E essa postura é que fazia a diferença na percepção do outro. Elas não precisavam ser aceitas, elas se aceitavam”, frisa.
Nossa modelo conta que foi no processo de “sanfona”, no engorda e emagrece, que percebeu que não se aceitava mesmo com menos peso. “Com 70 kg eu me achava feia, ou seja, na minha própria cabeça, estava gorda. Depois de engordar de novo, me olhei no espelho e me achei linda. E gorda. E linda”. Este modo de se ver, segundo Thais, tinha a ver com o fato de estar apaixonada: “A gente enxerga o mundo diferente quanto está assim. E eu me enxergava diferente. Me via sendo aceita e desejada. E eu me aceitava e me achava linda”.
Mas, esta forma de se ver, não se baseava em uma real aceitação. “Foi meu maior erro! Por 3 anos eu desejei, admirei, confiei, me apoiei em alguém que, pelas minhas costas, dizia a todos que para estar comigo era preciso ser corajoso, porque eu era uma gorda zoada”, explicou.
Mais do que se sentir ofendida, Thais se sentiu traída por quem deveria estar ao seu lado, dando apoio e amor. Traída “pelo desejo que não era real, pelo olhar de carinho e intimidade que eram vazios. Eu literalmente entrei em um vazio”. Ela conta que seu erro foi permitir que outra pessoa ditasse o que ela podia ou não ser e fazer. “Foi nesse momento que conheci o trabalho da Adriana Líbini. Eu demorei um certo tempo para ter certeza de que queria fazer as fotos. No fundo eu queria desesperadamente me enxergar de outra maneira”, conta Thais.
Confira as fotos da Thais Arruda – Ensaio Fotográfico Plus Size
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No total foram dois ensaios feitos. “A sensação do primeiro ensaio e o impacto ao ver as primeiras fotos foi bem confusa. A Adriana, a Renata e a Priscila nos deixam extremamente à vontade. Eu sai tão feliz. Até ver as fotos e tomar um susto”, conta Thais, explicando que o susto não foi negativo: “Demorei dias para entender que eu estava linda! E gorda!”
Já no segundo ensaio, Thais nos conta sobre a emoção e a falta de palavras para descrever o processo. “Do ensaio ao momento de escolher as fotos, eu chorei de verdade. Me emocionei. Acho que a Adriana entendeu exatamente o que eu precisava. Ela trouxe, no olhar dela, o meu olhar. Não só sobre um corpo. Não só sobre beleza. Não só sobre aceitação, mas sobre amor próprio! Sobre o olhar que cada um precisa ter sobre si mesmo”, diz.
Thais começou seu depoimento dizendo que “a todo momento te dizem que o bonito, o aceitável, o que pode ser desejado é o ‘magro’, mas acabou percebendo que a aceitação vem de dentro para fora. Ela ainda conclui: “Não adianta se levar pelo olhar de alguém que também não se aceita. As pessoas se enxergam, se gostam, se doam da mesma forma com que se tratam. A gente tem mais é que se amar. Com defeitos, com dobras gostosas, com todos os dias ruins, com relações erradas. Não somos só uma coisa ou outra. Passar por esse processo me colocou em um outro caminho. Ainda é um caminho novo e eu precisei, literalmente, me despir dos meus preconceitos. E foi a melhor escolha!”
Créditos:
Fotografia – Adriana Líbini / Make – Priscilla Satim / Produção – Renata Poskus / Texto – Thalita Freitas

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